Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Fragmentos de um diário V

Sinto o meu corpo a ananicar,
Meus flentes olhos a adormecer
Por raiva e cólera desprezar
Daqueles que me fazem sofrer.

Vivo em quérulo descomprazer
Por nequícia descompassada,
Do Zarelho que se veio meter
Na minha vida atraiçoada.

Sou mansa alma olvidada
Nun escuro bosque perdida,
Junto de uma lagoa chorada
Com uma lágrima sem vida.

Vera Novo Fornelos
Fevereiro 1998

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