Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Nada mais negro na Alma

Nada mais negro na alma
Que uma esperança vã,
Um vazio preenchido de nada,
Uma mudez encarcerada.

Nada mais negro na alma
Que uma verdade má,
Um ácido corrupto no peito,
Um veneno caido no leito.

Nada mais negro na alma
Que uma quimera vã,
Um pensamento canceroso,
Um desafio desastroso.

Nada mais negro na alma
Que uma natureza má
Uma raiva desenfreada
Uma vingança desconsolada.

Vera Novo Fornelos
Agosto 2006
in "Poiesis XVI" Lisboa, 2008

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